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Fóssil de 518 milhões de anos revela ancestrais das presas de aranhas

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Fóssil de 518 milhões de anos revela ancestrais das presas de aranhas
Photo: Ousa Chea · Unsplash
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Uma criatura marinha fossilizada de 518 milhões de anos forneceu a evidência mais antiga conhecida das estruturas anatômicas que eventualmente evoluíram para as presas de aranhas. Pesquisadores da Universidade de Yunnan e da Universidade de Leicester identificaram quelíceras primitivas – apêndices em forma de pinça – em um espécime de Urokodia, um pequeno animal do Período Cambriano desenterrado no sítio fossilífero de Chengjiang, na província de Yunnan, na China.

A descoberta impacta o entendimento científico sobre os quelicerados, um vasto grupo de invertebrados que inclui aranhas, escorpiões e carrapatos, com mais de 100 mil espécies descritas. Ao revelar a forma inicial das quelíceras, o estudo fornece uma ligação evolutiva direta entre a vida marinha antiga e as peças bucais especializadas que os quelicerados modernos usam para agarrar, perfurar ou esfaquear presas.

Essa descoberta é importante porque localiza a origem de uma adaptação predatória fundamental que ajudou os quelicerados a se tornarem um dos grupos de animais mais bem-sucedidos tanto em ambientes marinhos quanto terrestres. O fóssil também preserva possíveis brânquias foliáceas nas pernas do Urokodia, sugerindo que ele respirava debaixo d'água como os caranguejos-ferradura atuais, e ressalta a importância do sítio de Chengjiang, que abriga mais de 200 tipos de animais do alvorecer da vida animal.

O estudo foi publicado na Nature em 4 de agosto de 2026, coincidindo com o 42º aniversário da descoberta do sítio de Chengjiang. O Urokodia media apenas cerca de 2 a 3 cm de comprimento e tinha olhos pedunculados, esqueleto segmentado e membros articulados. Usando tomografia de raios X, a equipe escaneou a rocha que envolvia o fóssil e descobriu que os tecidos moles foram preservados em estado mumificado, revelando os membros em forma de pinça logo atrás dos olhos.

A pesquisa foi liderada pelo professor Yu Liu, da Universidade de Yunnan, também professor visitante na Universidade de Leicester, com o coautor professor Mark Williams, da Escola de Geografia, Geologia e Meio Ambiente da Universidade de Leicester. O professor Liu disse que a equipe notou os membros em forma de pinça durante a análise e imediatamente reconheceu o fóssil como um ancestral distante dos quelicerados vivos. O trabalho foi apoiado por uma bolsa do Departamento de Ciência e Tecnologia da Província de Yunnan (202401BC070012) e pelo Programa de Apoio ao Talento para Revitalização de Yunnan.

Segundo os pesquisadores, o Urokodia viveu em um rico ecossistema marinho durante um período crítico da evolução animal, e os fósseis de Chengjiang oferecem insights reais sobre como a vida estava evoluindo no alvorecer dos animais. O estudo destaca que, embora as aranhas modernas frequentemente evoquem medo, seu veneno e mordidas evoluíram para subjugar presas muito menores, e a maioria das espécies não representa perigo para os humanos.

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