Robô da Northrop assume para manter satélite da Optus até 2033
Uma espaçonave da Northrop Grumman que mantinha um satélite de comunicações da Optus em operação se desacoplou e se afastou, abrindo espaço para um novo sistema robótico de manutenção. O Veículo de Extensão de Missão (MEV) desconectou-se da traseira do satélite da Optus após mais de um ano mantendo-o na posição orbital correta, informou a empresa em 12 de agosto de 2026.
O satélite da Optus, lançado em 2009 com vida útil projetada de 15 anos, é o beneficiário direto. Se a missão seguinte for bem-sucedida, o satélite poderá continuar operando e gerando receita por mais seis anos. Satélites normalmente falham quando ficam sem combustível para manutenção de órbita, não porque seus componentes eletrônicos quebram, então missões de extensão de vida podem manter ativos caros funcionando muito além do planejado.
Em julho de 2026, quatro novas espaçonaves da Northrop foram lançadas em um foguete Falcon 9 da SpaceX. Uma delas é o Veículo Robótico de Missão (MRV), um satélite com dois braços robóticos avançados desenvolvidos com a DARPA, a agência de pesquisa militar dos EUA. As outras três são Módulos de Extensão de Missão (MEPs), unidades modulares de propulsão menores. Todos os quatro estão agora se dirigindo a alvos a cerca de 43.000 quilômetros acima da Terra.
Em 2027, o MRV usará seus braços robóticos para acoplar um MEP ao satélite da Optus. A Northrop afirma que o objetivo é uma mudança de paradigma em direção ao espaço sustentável, com infraestrutura resiliente para reparos, extensão de vida, atualizações e manutenção, segundo Cassie Wong, diretora de logística e manutenção da Northrop. O próprio MRV é projetado para ser reabastecido em órbita, um conceito que pode se tornar padrão no futuro.
Dois MEVs estão atualmente em órbita, lançados em 2019 e 2020, e já proporcionaram 10 anos de extensão de vida combinados para três clientes: duas espaçonaves da Intelsat e o satélite da Optus. O MEV-1 agora aguardará em uma órbita de estacionamento por outro cliente, enquanto o MEV-2 permanece acoplado ao seu satélite da Intelsat até 2030. O MRV representa uma evolução do modelo de negócios, pois os operadores de satélite compram e possuem os MEPs, liberando o MRV para atender mais veículos a um custo menor.
A aproximação autônoma e a acoplagem são tecnicamente desafiadoras, pois ambos os veículos se movem a milhares de quilômetros por hora. Os MEVs usam uma sonda de acoplagem para se conectar aos bocais dos propulsores, enquanto o MRV acoplará os MEPs com braços robóticos. Wong disse que o MRV também poderia atender clientes de defesa e ativos em órbita baixa, e a startup Katalyst Space está buscando uma missão semelhante para estender a vida de um telescópio espacial da NASA após falhas que o deixaram girando sem controle no mês passado.
Fontes
- TechCrunchSecundária
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