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Buraco negro adormecido achado a 30 mil anos-luz da galáxia

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Buraco negro adormecido achado a 30 mil anos-luz da galáxia
Photo: Bill Jelen · Unsplash
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Um buraco negro supermassivo adormecido, localizado longe do centro de sua galáxia, foi descoberto por astrônomos da Universidade de Maryland, conforme relatado em 6 de agosto de 2026. A descoberta, publicada no The Astrophysical Journal Letters em 27 de julho de 2026, marca a primeira vez que um buraco negro inativo foi encontrado a tal distância de um núcleo galáctico.

O buraco negro foi revelado quando destruiu uma estrela que passava, produzindo um clarão de luz breve e intenso. Como não estava consumindo matéria ativamente, teria permanecido invisível caso contrário. A coautora do estudo, Suvi Gezari, professora associada de astronomia na UMD, disse que a descoberta desafia a suposição de que buracos negros supermassivos residem apenas nos centros galácticos e levará à descoberta de muitos outros buracos negros errantes.

O objeto está a 9,3 quiloparsecs, ou cerca de 30 mil anos-luz, do centro de sua galáxia, com uma massa comparável à do buraco negro central da Via Láctea. O professor de astronomia da UMD, Sylvain Veilleux, notou a falta intrigante de uma galáxia visível ao redor, sugerindo que uma colisão galáctica passada pode ter arrancado as estrelas, deixando apenas o núcleo e o buraco negro. Outra possibilidade é uma interação de três corpos que ejetou o menor deles.

Os pesquisadores detectaram o evento usando o Zwicky Transient Facility no Observatório Palomar, que varre todo o céu do norte a cada dois dias. Para lidar com os dados massivos, eles criaram um programa de IA treinado para reconhecer eventos de ruptura de maré — o padrão de luz de uma estrela sendo destruída por um buraco negro. O sistema começou a operar em agosto de 2025 e identificou o buraco negro errante apenas três meses depois, de acordo com o autor principal do estudo, Robert David Stein, pesquisador de pós-doutorado Neil Gehrels no Joint Space-Science Institute.

Stein relembrou vividamente o momento da descoberta, observando que a equipe rapidamente acionou outros instrumentos para obter mais dados. A pesquisa, financiada pela Fundação Nacional de Ciência dos EUA e outras organizações, demonstra que o aprendizado de máquina pode abrir novas áreas de pesquisa. Buscas futuras com o Observatório Vera C. Rubin no Chile, que estreou em junho passado, podem encontrar dezenas ou centenas de buracos negros errantes anualmente, espera Stein.

Veilleux destacou o novo espectrômetro do Telescópio Lowell Discovery, uma colaboração entre GSFC, UMD e o Observatório Lowell, que pode detectar eventos de ruptura de maré a distâncias maiores. Ele chamou isso de o caso mais forte de um buraco negro errante, estabelecendo um padrão para futuras descobertas. A equipe continua procurando mais desses objetos para entender a formação de galáxias e fusões de buracos negros.

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