NASA e GE Aerospace demonstram voo híbrido-elétrico
A NASA e a GE Aerospace demonstraram com sucesso um motor de aeronave híbrido-elétrico de classe megawatt em voo, marcando um passo significativo em direção a uma aviação mais eficiente em termos de combustível. O motor, montado em uma aeronave Saab 340B, fez sua estreia pública no Farnborough International Air Show, no Reino Unido. Este sistema já estabeleceu recordes, tornando-se a primeira aeronave híbrido-elétrica a voar acima de 30.000 pés e completando o voo híbrido-elétrico mais longo, com mais de duas horas.
A tecnologia integra motores elétricos, uma turbina a gás e armazenamento de energia, e é projetada para alimentar jatos regionais, reduzindo o consumo de combustível e os custos operacionais. O voo de demonstração é resultado de mais de 15 anos de pesquisa, incluindo trabalhos sob o antigo projeto Electrified Powertrain Flight Demonstration da NASA e o projeto contínuo Subsonic Vehicle Technologies and Tools. Testes importantes foram realizados no Electric Aircraft Testbed da NASA, no Neil A. Armstrong Test Facility, em Sandusky, Ohio, onde o sistema foi testado em altitudes simuladas de 45.000 pés.
Laurie Grindle, diretora da Divisão de Aeronáutica na sede da NASA, disse que a conquista reflete o papel da NASA em explorar possibilidades ousadas e trabalhar com a indústria para transformar avanços em tecnologias do mundo real. Ralph Jansen, engenheiro aeroespacial do Glenn Research Center da NASA, observou que o projeto envolveu centenas de pessoas em centros da NASA e empresas parceiras, incluindo GE Aerospace, BETA Technologies e Boeing.
O sucesso valida anos de pesquisa da NASA que começaram quando a propulsão híbrido-elétrica para grandes aeronaves parecia quase impossível. A agência passou cerca de sete anos em pesquisa preliminar, abordando barreiras como potência, térmica e tecnologia de baterias, além de integração de sistemas. Os próximos passos envolvem o uso da tecnologia e dos projetos demonstrados para desenvolver futuros sistemas híbridos que possam reduzir os custos operacionais das companhias aéreas e diminuir o uso de energia na aviação.
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