Fóssil no Japão revela primeira pré-maxila de mossassauro
Um fóssil coletado há mais de 30 anos na província de Osaka revelou quatro ossos anteriormente não reconhecidos, incluindo a primeira pré-maxila confirmada de um mossassauro japonês, anunciaram pesquisadores na 177ª Reunião Anual da Sociedade Paleontológica do Japão, em 27 de junho de 2026. Os ossos foram encontrados ainda embutidos em rocha que não havia sido totalmente preparada, segundo uma equipe da Universidade de Ciências de Okayama, da Universidade da Cidade de Tóquio, do Museu de História Natural de Kishiwada e outras instituições.
Os fósseis foram originalmente descobertos entre 1990 e 1992 em Sobura, na cidade de Kaizuka, província de Osaka, e posteriormente armazenados no Museu de História Natural de Kishiwada. Quando os cientistas reexaminaram recentemente a rocha não preparada, identificaram quatro ossos, incluindo uma pré-maxila — o osso na parte frontal da mandíbula superior. Esta é a primeira vez que uma pré-maxila é confirmada em um fóssil de mossassauro encontrado no Japão.
A descoberta é importante porque o espécime também apresenta características anatômicas incomuns que não correspondem a nenhum mossassauro descrito anteriormente, sugerindo que pode pertencer a uma nova espécie. Os mossassauros eram grandes répteis marinhos que viveram nos oceanos do mundo durante o Cretáceo Superior, há aproximadamente 98 a 66 milhões de anos. Na época da descoberta original, os pesquisadores tinham muito menos espécimes de mossassauros para comparação, o que dificultava a identificação; décadas de dados anatômicos acumulados permitiram que a equipe reconhecesse a pré-maxila.
Além da pré-maxila, os pesquisadores examinaram o basisfenoide, um osso próximo à caixa craniana, e encontraram características distintas: projeções curtas semelhantes a chifres que se estendem para fora e a ausência de um sulco mediano ventral. Essas características diferem das documentadas em mossassauros conhecidos, levantando a possibilidade de que o fóssil represente uma espécie não descrita.
Os achados destacam o valor de revisitar espécimes não preparados em coleções de museus, que podem conter ossos importantes ignorados por décadas. O trabalho também pode ajudar os cientistas a entender melhor os ecossistemas marinhos do noroeste do Pacífico durante o período Cretáceo. Mais pesquisas são necessárias para determinar se o espécime realmente representa uma nova espécie de mossassauro.
Fontes
- ScienceDailySecundária
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