Fósseis de 567 milhões de anos revelam movimento e sexo animal
Um sítio fossilífero nos Territórios do Noroeste do Canadá revelou mais de 100 espécimes do período Ediacarano, incluindo seis grupos nunca antes registrados na América do Norte. A descoberta, publicada na Science Advances em 6 de agosto de 2026, retrocede em 5 a 10 milhões de anos a linha do tempo conhecida para o movimento animal e a reprodução sexuada.
Os fósseis, datados de aproximadamente 567 milhões de anos, pertencem à assembléia do Mar Branco, um grupo de organismos complexos primitivos nunca antes documentados no continente. Pesquisadores do Museu Americano de História Natural e Dartmouth lideraram o estudo, trabalhando nas terras tradicionais dos Sahtú Dene e Métis, que forneceram orientação e acesso.
A descoberta é importante porque preenche uma lacuna crítica no registro fóssil durante o período Ediacarano, quando a vida fez a transição do domínio microbiano para animais grandes e complexos. Segundo o autor principal Scott Evans, curador assistente de paleontologia de invertebrados do Museu Americano de História Natural, o sítio oferece um potencial tremendo para entender essa mudança crucial.
Os espécimes incluem Dickinsonia, um animal achatado, semelhante a um tapete, que absorvia nutrientes pela parte inferior; Funisia, um organismo tubular que fornece a evidência mais antiga de reprodução sexuada; e Kimberella, um possível molusco primitivo que pode ser o bilateriano mais antigo conhecido. O sítio também preservou Eoandromeda, um candidato a ctenóforo com braços espirais.
Anteriormente, fósseis do Mar Branco eram conhecidos apenas na Europa, Ásia e Austrália. O novo sítio, localizado nas Montanhas Mackenzie, sugere que esses organismos viviam em águas mais profundas do que se esperava, apoiando a ideia de que a inovação animal primitiva começou em ambientes offshore estáveis antes de se espalhar em direção à costa.
As camadas fossilíferas estão cobertas por centenas de metros de rocha que podem conter mais espécimes. Os fósseis farão parte da coleção permanente do Prince of Wales Northern Heritage Centre em Yellowknife.
Fontes
- ScienceDailySecundária
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