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CEO da Boeing diz que finanças devem melhorar antes de novo design de avião

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O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, afirmou que a empresa deve primeiro fortalecer sua posição financeira antes de lançar um novo design de avião. Os comentários foram reportados pelo Wall Street Journal e pelo Financial Times, indicando que a Boeing não espera estar pronta para financiar um novo programa de aeronaves até por volta de 2030.

Isso afeta a força de trabalho da Boeing, acionistas e clientes de companhias aéreas que aguardam um jato narrowbody de próxima geração para competir com a família A320neo da Airbus. Também impacta a cadeia de suprimentos aeroespacial mais ampla, que tem sido tensionada por atrasos na produção e problemas de qualidade.

O momento é importante porque a Boeing está atualmente lidando com desafios financeiros significativos, incluindo dívidas do grounding do 737 MAX e perdas relacionadas à pandemia. Sem um novo avião, a Boeing corre o risco de perder participação de mercado para a Airbus, que já lançou o A321XLR e está desenvolvendo tecnologias futuras.

Ortberg não especificou metas financeiras exatas, mas enfatizou que a empresa precisa melhorar seu balanço patrimonial e fluxo de caixa antes de comprometer bilhões em um novo design. O cronograma de 2030 sugere que a Boeing está priorizando a estabilidade de curto prazo em vez da inovação rápida.

Contexto: A Boeing não lança um avião comercial totalmente novo desde o 787 Dreamliner em 2011. A empresa tem se concentrado em atualizar modelos existentes como o 737 MAX e o 777X, mas ambos enfrentaram atrasos na certificação e problemas de produção. O 737 MAX ficou 20 meses parado após dois acidentes fatais, custando à Boeing mais de US$ 20 bilhões.

Próximos passos: A Boeing provavelmente continuará cortando custos, reduzindo dívidas e aumentando a produção dos modelos atuais para gerar caixa. A empresa também pode considerar vender ativos ou levantar capital. Analistas do setor esperam que a Boeing eventualmente desenvolva um novo avião de mercado médio, mas não antes de 2030, conforme indicado por Ortberg.

Fontes

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