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Capa do Disco de Ouro da Voyager usa pulsares para mostrar localização do Sol e hora do lançamento

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As sondas Voyager, lançadas em 1977, carregam um Disco de Ouro destinado a se comunicar com qualquer inteligência extraterrestre que possa encontrá-lo. A capa do disco é gravada com um diagrama que aponta para 14 pulsares, cujas taxas de rotação precisas servem como um mapa cósmico. Esses pulsares agem como relógios celestes, revelando tanto a localização da Terra quanto o tempo aproximado da partida da sonda. O design evita deliberadamente depender de qualquer língua humana única, tornando-o uma mensagem universal.

O diagrama visa ajudar qualquer ser inteligente a decodificar o conteúdo do disco. Medindo as frequências de rotação dos pulsares, uma civilização alienígena poderia triangular a posição do Sol dentro da Via Láctea. O tempo relativo dos pulsos também indica a época em que a Voyager deixou a Terra. Essa abordagem garante que as instruções sejam compreensíveis sem referências linguísticas ou culturais compartilhadas.

O próprio Disco de Ouro contém sons, música e imagens representando a vida na Terra. O mapa de pulsares na capa é uma parte fundamental dessa mensagem, fornecendo as coordenadas para encontrar nosso sistema solar. Os 14 pulsares foram escolhidos porque suas taxas de rotação são únicas e estáveis por longos períodos, embora diminuam muito gradualmente. O diagrama inclui uma representação binária dos períodos de rotação, permitindo identificação precisa.

As sondas Voyager estão agora no espaço interestelar, além da influência do Sol. O Disco de Ouro deve durar bilhões de anos, à deriva pela galáxia. Embora a chance de ser encontrado seja extremamente pequena, o mapa de pulsares garante que, se for encontrado, o descobridor poderia teoricamente localizar a Terra. O disco serve como uma cápsula do tempo da humanidade, com a capa fornecendo a chave para sua origem.

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