Força oculta da matéria escura retarda crescimento cósmico, diz estudo
Um novo estudo publicado no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics (JCAP) em 2 de agosto de 2026 revela que uma força atrativa adicional entre partículas de matéria escura, contrariando as expectativas, tende a retardar, em vez de acelerar, o crescimento das estruturas cósmicas. A pesquisa, liderada por Zachary Weiner do Perimeter Institute for Theoretical Physics, mostra que, embora essa força torne a matéria escura mais eficiente em se aglomerar, ela também faz com que as partículas percam massa efetivamente ao longo do tempo, enfraquecendo sua atração gravitacional e suprimindo a formação de estruturas.
Cientistas têm explorado a ideia de uma "força escura" oculta porque observações cosmológicas precisas às vezes divergem do modelo padrão. Medições da expansão cósmica e da radiação cósmica de fundo sugerem discrepâncias: alguns dados indicam uma expansão passada mais lenta, enquanto outros mostram que a matéria está mais aglomerada do que o previsto. Essas anomalias pequenas, mas persistentes, motivam a busca por interações adicionais no setor da matéria escura que a matéria comum não consegue detectar.
De acordo com Weiner, o resultado contraintuitivo decorre de dois efeitos concorrentes. A força atrativa extra de fato melhora a aglomeração, mas simultaneamente altera o comportamento da matéria escura à medida que o universo se expande, reduzindo efetivamente as massas das partículas. Essa perda de massa compensa a atração mais forte, levando a uma supressão líquida do crescimento das estruturas na maioria dos modelos. O estudo examinou um grupo de modelos teóricos nos quais as partículas de matéria escura interagem por meio de uma força de longo alcance além da gravidade, usando cálculos teóricos e dados cosmológicos.
As descobertas têm implicações para teorias que tentam explicar medições recentes do Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (DESI), que alguns modelos abordam invocando interações semelhantes da matéria escura. Os pesquisadores observam que qualquer teoria com uma força atrativa oculta deve levar em conta o mecanismo de perda de massa efetiva. Futuros observatórios e levantamentos cósmicos podem fornecer dados mais precisos para testar essas possibilidades.
Weiner enfatiza a necessidade de testes contínuos, afirmando: "O Universo é frequentemente mais sutil do que nossa intuição." O estudo foi publicado pela Sissa Medialab.
Fontes
- ScienceDailySecundária
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