Facebook considera se tornar TikTok, informa The Verge
O Facebook está supostamente explorando uma grande mudança estratégica que transformaria sua plataforma principal em um serviço mais parecido com o TikTok, de acordo com um relatório recente. A mudança ocorre enquanto a gigante das redes sociais enfrenta crescente concorrência do aplicativo de vídeos curtos, que ganhou popularidade entre os usuários mais jovens.
A potencial reformulação afetaria os bilhões de usuários do Facebook em todo o mundo, especialmente aqueles que têm migrado para o feed orientado por algoritmos de vídeos virais do TikTok. Se implementada, a mudança poderia alterar fundamentalmente a forma como as pessoas experimentam o Facebook, afastando-se do modelo tradicional de feed de notícias em direção a uma interface de vídeo em tela cheia mais focada em entretenimento. Isso é importante porque o Facebook tem sido a rede social dominante, mas seu crescimento de usuários estagnou, especialmente entre adolescentes e jovens adultos, que agora passam mais tempo no TikTok.
De acordo com o The Verge, que citou fontes familiarizadas com as discussões internas, executivos do Facebook debateram se devem ou não pivotar o aplicativo principal para um design semelhante ao do TikTok. O relatório não especificou um cronograma nem confirmou que uma decisão final foi tomada. No entanto, observou que a empresa já lançou um produto separado chamado Reels no Instagram, que imita o formato do TikTok, e tem testado recursos semelhantes no Facebook.
Esse desenvolvimento segue anos de cópia de recursos de concorrentes pelo Facebook, incluindo Stories do Snapchat e vídeos curtos do TikTok. A liderança da empresa, incluindo o CEO Mark Zuckerberg, reconheceu a ameaça representada pelo TikTok, que cresceu para mais de 1 bilhão de usuários ativos mensais. A base de usuários do Facebook permanece maior, com quase 3 bilhões, mas suas métricas de engajamento diminuíram.
Os próximos passos não estão claros, mas o relatório sugere que o Facebook pode acelerar seus esforços para integrar mais conteúdo de vídeo e recomendações orientadas por algoritmos. Se a empresa prosseguir com um redesenho completo, pode enfrentar reações negativas de usuários acostumados com a interface atual, bem como escrutínio regulatório sobre privacidade de dados e amplificação algorítmica. Por enquanto, o Facebook não comentou publicamente o relatório.
Fontes
- Google News TechnologySecundária
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