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AFC apoia boicote de Uefa e Concacaf ao plano de US$ 20 bi da FIFA

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AFC apoia boicote de Uefa e Concacaf ao plano de US$ 20 bi da FIFA
Photo: Chris Kursikowski · Unsplash
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A Confederação Asiática de Futebol (AFC) apoiou, em 31 de julho de 2026, a ameaça de Uefa e Concacaf de boicotar eventos da FIFA devido à proposta de criação de uma subsidiária comercial de US$ 20 bilhões, a FIFA Forward Enterprise (FFE).

A Uefa votou unanimemente em 30 de julho para boicotar todos os eventos da FIFA, caso o plano não seja retirado, e a Concacaf também o rejeitou.

A AFC não chegou a se comprometer com um boicote, mas expressou profunda preocupação e alertou que um boicote à Copa do Mundo é uma possibilidade real, afirmando que "o futebol nunca deveria ter sido colocado em tal posição".

O presidente da AFC, Sheikh Salman bin Ebrahim Al Khalifa, já havia classificado a forma como a proposta foi apresentada como "totalmente inaceitável" em carta às associações membros.

A confederação afirmou que a FFE não consegue obter o consenso amplo necessário para avançar e que a Copa do Mundo "deriva sua força da participação de todas as confederações e das principais nações do futebol mundial".

Também criticou os processos de consulta e tomada de decisão da FIFA, dizendo que o plano expôs "fraquezas fundamentais" que precisam ser corrigidas.

A FIFA respondeu em 31 de julho dizendo que cada associação nacional deveria ter a oportunidade de analisar a proposta, mas a AFC afirmou que "preocupações centrais sobre governança, processo institucional e consulta significativa permanecem sem resposta".

A AFC pediu reforma institucional na FIFA, afirmando que "democracia significativa começa com governança transparente e participação genuína".

A pressão sobre o presidente da FIFA, Gianni Infantino, aumenta à medida que a cisão ameaça a unidade do futebol global antes das próximas Copas do Mundo.

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