Cibersegurança

Falha no macOS explorada ativamente instala mineradores

Publicado em 14 de ago. de 2026, 18:462 min readNewUJ Editorial Desk

Falha no macOS explorada ativamente instala mineradores
Photo: Kevin Horvat · Unsplash
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Atacantes estão explorando ativamente uma vulnerabilidade de alta gravidade no macOS que permite executar código malicioso, alertou o Centro Nacional de Cibersegurança da Holanda (NCSC). A falha, rastreada como CVE-2026-65400, foi corrigida pela Apple em 7 de agosto de 2026 para macOS Tahoe, Sequoia e Sonoma; sistemas sem a atualização permanecem em risco.

O NCSC afirmou ter observado os ataques em vários sistemas onde a porta 5900 estava acessível pela internet. Em todos os casos observados, os atacantes obtiveram acesso root e instalaram um minerador de Monero, que usa os recursos do Mac para gerar criptomoeda.

Classificada com 7,1 de 10, a vulnerabilidade decorre de um bug de gerenciamento de estado no compartilhamento de tela do macOS, um recurso que permite que uma parte remota visualize e controle a máquina. A Apple disse que a falha "pode" permitir que um atacante sem credenciais obtenha acesso a um Mac.

Detalhes da vulnerabilidade tornaram-se públicos na conferência de segurança Black Hat no início de agosto de 2026. Especialistas em segurança recomendam manter a porta 5900 fechada; o firewall do macOS a abre quando o compartilhamento de tela está ativado, e os roteadores geralmente a bloqueiam, a menos que configurados de outra forma. Eles recomendam usar uma VPN ou túnel SSH, embora essas opções estejam além das capacidades da maioria dos usuários.

A prática mais segura é desativar o compartilhamento de tela quando não for necessário e ativá-lo apenas para sessões ativas. Os usuários podem alternar o compartilhamento de tela em Ajustes do Sistema > Geral > Compartilhamento. Instalar a atualização de segurança da Apple é essencial. Em 14 de agosto de 2026, não havia indicações de que os exploits tivessem instalado algo além de mineradores de Monero, mas os atacantes poderiam usar a falha para implantar malware de roubo de credenciais ou outros códigos prejudiciais.

Fontes

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