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Colômbia proíbe mutilação genital feminina, inédito na América Latina

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Colômbia proíbe mutilação genital feminina, inédito na América Latina
Photo: Nowbelov · Unsplash
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A Colômbia tornou-se o primeiro país da América Latina a proibir a mutilação genital feminina (MGF), depois que o Congresso aprovou por unanimidade a proibição no final de julho de 2026. A MGF envolve a remoção parcial ou total dos genitais femininos externos por razões não médicas. A nova lei marca um marco em uma campanha para acabar com a prática secreta, que ativistas dizem ter causado mortes e danos ao longo da vida na comunidade indígena Emberá. Carla Quiñonez, uma mulher Emberá de 30 anos que fez campanha pela proibição, contou como sua própria filha foi submetida à MGF com apenas seis meses de idade. A bisavó realizou o corte. Quando a bebê foi devolvida, estava com febre, inchada e sangrando, e chorava constantemente. A mãe de Quiñonez, parteira, tentou aliviar a dor com plantas medicinais porque o centro de saúde mais próximo ficava longe. Mas a bisavó insistiu que o corte era normal e avisou Quiñonez para não contar a ninguém. Mais tarde, Quiñonez enfrentou ameaças e tratamento preconceituoso da equipe do hospital quando procurou atendimento para a infecção urinária da filha. Uma enfermeira a chamou de "selvagem" e disse que ela merecia o que aconteceu, e ela foi ameaçada de ter a criança levada pelas autoridades de assistência social. Desde então, ela prefere tratar a filha em casa com plantas e medicamentos, nunca deixando seu lado.

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