Hackers exploram falhas corrigidas do WordPress, arriscando milhões de sites
Hackers estão explorando ativamente duas vulnerabilidades de segurança recentemente corrigidas no WordPress, colocando milhões de sites em risco de invasão remota. As falhas, que foram divulgadas e corrigidas no final de outubro, permitem que invasores obtenham controle total de um site sem precisar de senha. De acordo com o pesquisador de cibersegurança Marc Montpas, da Sucuri, as vulnerabilidades afetam todas as versões do WordPress anteriores à atualização mais recente, potencialmente impactando dezenas de milhões de sites que executam o popular sistema de gerenciamento de conteúdo.
As duas falhas são uma vulnerabilidade de cross-site scripting (XSS) armazenado e uma falha de execução remota de código (RCE). A falha XSS pode permitir que um invasor injete scripts maliciosos em um site, enquanto a falha RCE pode permitir que eles executem código arbitrário no servidor. Combinadas, essas podem levar ao comprometimento completo do site, incluindo roubo de dados, distribuição de malware e desfiguração. Montpas estima que o número de sites vulneráveis está na casa das dezenas de milhões, já que o WordPress alimenta mais de 40% de todos os sites.
O WordPress lançou atualizações de segurança em 30 de outubro de 2024 para corrigir esses problemas. No entanto, muitos proprietários de sites ainda não aplicaram os patches, deixando seus sites expostos. O pesquisador alertou que o código de exploração já está circulando e ataques foram observados na natureza. Ele instou todos os administradores do WordPress a atualizar suas instalações imediatamente para a versão 6.6.3 ou posterior e verificar se há sinais de comprometimento.
Esta não é a primeira vez que o WordPress enfrenta exploração generalizada de falhas de segurança. No passado, vulnerabilidades semelhantes levaram a botnets em larga escala e invasões de sites. A situação atual ressalta a importância de atualizações oportunas, especialmente para sites que lidam com dados sensíveis ou operam comércio eletrônico. Daqui para frente, os proprietários de sites devem ativar atualizações automáticas e considerar medidas de segurança adicionais, como firewalls de aplicativos web e auditorias de segurança regulares para mitigar riscos.
Fontes
- TechCrunchSecundária
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