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Eli Lilly eleva projeção de receita para US$ 87 bi em 2026

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Eli Lilly eleva projeção de receita para US$ 87 bi em 2026
Photo: Anders Jildén · Unsplash
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A Eli Lilly divulgou em 5 de agosto de 2026 lucros do segundo trimestre que superaram facilmente as previsões e elevou sua meta de receita para 2026 a US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões, com as vendas do medicamento para perda de peso Zepbound e do tratamento para diabetes Mounjaro disparando.

O lucro ajustado deve ficar entre US$ 35,50 e US$ 36,50 por ação, contra a projeção anterior de US$ 35,50 a US$ 37. A empresa elevou a orientação de lucro subjacente em US$ 2,78 por ação no ponto médio, compensada por US$ 3,03 em encargos ligados a negócios recentes.

A receita mundial do Mounjaro saltou 91%, para US$ 9,94 bilhões, com vendas nos EUA de US$ 4,8 bilhões e crescimento internacional de 172%, superando as estimativas dos analistas. O Zepbound, lançado há cerca de três anos, gerou US$ 4,93 bilhões em receita nos EUA, alta de 44% ante um ano antes e acima das previsões.

O recém-aprovado comprimido para obesidade Foundayo, que entrou no mercado americano em abril de 2026, registrou vendas de US$ 98 milhões, ligeiramente abaixo dos US$ 103 milhões projetados pelos analistas.

A receita nos EUA subiu 33%, para US$ 14,4 bilhões, impulsionada por um aumento de volume de 37% de Mounjaro e Zepbound, parcialmente compensado por preços realizados mais baixos. A receita internacional disparou 80%, para US$ 8,6 bilhões, com salto de volume de 113%, enquanto um declínio de preço de 36% refletiu a inclusão do Mounjaro no seguro estatal da China para diabetes tipo 2.

O lucro líquido atingiu US$ 7,10 bilhões, ou US$ 7,94 por ação, incluindo os US$ 3,03 em encargos, ante US$ 5,66 bilhões um ano antes. Excluindo itens pontuais, o lucro foi de US$ 8,38 por ação.

O ganho extraordinário alimentou uma onda de aquisições: a Lilly fechou um acordo para comprar uma fabricante de psicodélicos em julho de 2026 e anunciou planos de adquirir três fabricantes de vacinas em maio de 2026.

O presidente-executivo Dave Ricks, em entrevista no final de abril de 2026, disse que preços mais baixos impulsionariam as prescrições e estimou que o uso global de GLP-1 subiria de cerca de 20 milhões de pacientes no fim de 2025 para 30 milhões até o fim de 2026. A nova cobertura do Medicare para medicamentos contra obesidade, lançada no início de julho de 2026, deve beneficiar tanto a Lilly quanto a Novo Nordisk no segundo semestre.

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